MACGaleria, o que é?

Em MACGaleria, são publicados periodicamente dados informativos que procuram servir como complemento da actividade expositiva exercida por esta instituição. Navegando pelos diversos posts, o utilizador poderá encontrar informação relativa aos últimos onze anos de acção museológica desenvolvida pelo MAC junto da comunidade.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Exposição colectiva - "Horizontes Insulares"


Projecto de Maria José Cavaco - "Rotas de todos os dias" - 2010
O Museu de Arte Contemporânea do Funchal apresenta ao público a partir do dia 28 de Janeiro, uma exposição colectiva, proposta pelo Governo de Canárias, sob o título Horizontes Insulares, com trabalhos de doze artistas plásticos – Teresa Arozena, Ricardo Barbeito, Maria José Cavaco, Joëlle Ferly, Tchalê Figueira, Gregório González, Thierry Hoarau, Belkis Ramírez, Sandra Ramos, Roseman Robinot, Shirley Rufin e Júlio Suárez, provenientes das Ilhas Canárias, Madeira, Açores, Guadalupe, Cabo Verde, Reunião, República Dominicana, Cuba, Guiana Francesa, Martinica e Porto Rico, apresentando obras produzidas em diversas áreas como o desenho, pintura, instalação, fotografia, vídeo, animação.
Esta mostra que poderá ser visitada até 12 de Março, terá como suporte informativo a acompanhá-la a edição de um excelente catálogo – livro, com cerca de 366 páginas, produzido totalmente pelo Governo de Canárias, e incluindo textos de vários especialistas, sendo o texto dedicado à ilha da Madeira – “Caminhos da Contemporaneidade Artística na Madeira”, da autoria da Doutora Isabel Santa Clara, professora no Centro de Artes e Humanidades da Universidade da Madeira. A exposição em referência é comissariada pelo Dr. Orlando Britto Jinorio, licenciado em Filosofia e Letras, especialidade de História de Arte, pela Universidade de Granada, Espanha. Detentor de um vasto currículo na matéria, é colaborador da reconhecida revista de arte Lápiz, tendo desenvolvido projectos relacionados com várias instituições internacionais como: Departamento de Estúdios Africanos Contemporâneos de la Universidad de Nueva York, Centro George Pompidou de Paris, Museo de Arte Contemporâneo de Saint Louis, Missouri, Universidad de Puerto Rico, Museo de Arte Contemporâneo de Barcelona (MACBA).

Ricardo Barbeito - "Há mar e mar - há  ir e voltar" - 2010
Recorde-se que o projecto Horizontes Insulares, engloba também a literatura, sob a responsabilidade do escritor e catedrático de Literatura da Universidade de La Laguna, Doutor Nilo Palenzuela, tendo a representação da Ilha da Madeira cabido à escritora Ana Teresa Pereira, cujo texto foi ilustrado pelo artista plástico Eduardo Freitas, fazendo parte de um “coffret” de 12 obras representando igualmente a proveniência de cada autor. Os outros escritores seleccionados foram Jean François Samlong, Verónica Garcia, Anelio Rodriguez Conception, Vera Duarte, Carlos Alberto Machado, Lyne Marie Stanley, Nicole Cage Florentiny, Ernest Pepin, Maira Santos Febres, Alexis Gomez Rosa e Reina Maria Rodriguez.
Horizontes Insulares reúne pela primeira vez e põe em contacto num projecto cultural artístico e literário um conjunto de criadores contemporâneos oriundos de múltiplas e diversas geografias insulares. Espaços com características e estruturas geográficas, históricas, politicas, sociais, económicas e culturais, nalguns casos similares, noutros muito diferentes, convertendo-os por tais razões num vasto meta – arquipélago, definido justamente por múltiplos horizontes insulares.
Este projecto pretende ainda fazer fluir e gerar vasos comunicantes, a partir de territórios criativos, como são a literatura e a arte contemporânea, propiciando-nos um contacto cultural entre estas geografias, cujas três línguas fundamentais de expressão e comunicação são a espanhola, a portuguesa e a francesa.
Como afirmou no catálogo, no texto oficial de apresentação do MAC, o seu Director: “Que esta exposição seja um território sem fronteiras, um lugar feito de muitos lugares e caminhos, onde Arte e Cultura, em paralelo, se multipliquem exaustivamente como instrumentos que nos enriqueçam e ensinem também a perceber e intervir no nosso mundo.”

O serviço educativo do Museu de Arte Contemporânea do Funchal, em articulação com esta iniciativa, organiza visitas orientadas, acompanhadas por actividades de carácter lúdico-pedagógico a todas as escolas e restantes entidades que o solicitem, devendo, previamente, ser feita marcação através do telefone (291 21 33 40), por fax (291 21 33 48) ou através do endereço electrónico (macfunchal.servicoeducativo@gmail.com ou mac.funchal@sapo.pt ).


sábado, 30 de outubro de 2010

"Exposição prolongada à luz" Carlos Valente - Vítor Magalhães - Hugo Olim

Museu de Arte Contemporânea do Funchal, Forte de São Tiago, de 5 de Novembro a 15 de Dezembro


Luz. Tempo. Matéria. Movimento. Fixidade. Memória. Obsolescência. Estes são alguns dos elementos-chave que se articulam em EXPOSIÇÃO PROLONGADA À LUZ, colectiva de Carlos Valente, Vítor Magalhães e Hugo Olim. A partir deste conjunto de palavras, desenham-se possíveis percursos, dispositivos que permitem estruturar a experiência da percepção. Expor-se à luz comporta riscos, mas também torna possível um sentir fenomenológico sobre o acto de exposição à imagem, à matéria, à memória, em definitivo, às membranas do tempo que transmutam a própria ideia de tempo.










sábado, 23 de outubro de 2010

Rui Carvalho – Pintura e Desenho

Inaugurada no dia passado dia 22 de Outubro, a mostra deste artista plástico, nascido na Madeira em 1964, reúne um conjunto de desenhos e acrílicos sobre tela, área que aborda pela primeira vez, podendo esta exposição ser visitada até 6 de Janeiro de 2011.
Rui Carvalho frequentou a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, tendo, posteriormente, feito estadas prolongadas em Zurique e Berlim onde viveu até 1998. No Funchal apresentou o seu trabalho na Galeria Porta 33, que o levaria em 2005 à Feira Internacional de Arte Contemporânea de Madrid (ARCO), e na Casa das Mudas, tendo igualmente exposto em vários espaços de Lisboa, nomeadamente na Galeria 111. Está representado na colecção do Museu de Arte Contemporânea do Funchal, onde participou na mostra colectiva Fazer Falar o Desenho, em Novembro de 2007, comissariada por João Miguel Fernandes Jorge.
Sobre o universo do seu trabalho, registe-se a opinião de Luísa Soares de Oliveira expressa no texto do catálogo na exposição deste autor na Galeria 111, em 2005: “Por isso, ao regressarmos ao fascínio com que o seu trabalho nos prende, acabaremos por nos perder nos meandros de ruas e vielas, nas calçadas portuguesas como nas estranhas personagens que debaixo delas vivem, como se o mar e todas as sereias (boas ou más) da imaginação de cada um se desse a ver, finalmente, na sua realidade imaginária. E a cidade, antigo mundo da cultura face ao caos da natureza, deixa de repente de ser, para se reunir num todo onde a desordem, que é sempre sabotadora, faz a lei”.

Exposição que poderá ser visitada atá ao final de 201o

quarta-feira, 30 de junho de 2010

DENOMONADOR COMUM

Madeira / Design / Arte / Universidade / Exposição / Multimédia / Alunos

O Museu de Arte Contemporânea do Funchal inaugura no próximo dia 2 de Julho, sexta-feira, pelas 18h00, uma exposição de alunos da Universidade da Madeira, podendo ser vista até o dia 2 de Agosto.
Esta exposição apresenta um conjunto de trabalhos representativos da diversidade temática, técnica e expressiva das experiências curriculares dos alunos dos cursos de Arte e Multimédia e de Design, da Universidade da Madeira. Desenho, gravura, fotografia, vídeo, animação 3D, dialogam no espaço com projectos de Design que abrangem as áreas do multimédia, mobiliário urbano, reciclagem e redesign. São diferentes pontos de vista, opções estéticas e níveis de aprendizagem, que evidenciam as flutuações de qualidade e de maturação inerentes a qualquer percurso académico.
No final de mais um ano lectivo, esta diversidade surge agora reunida sob o signo da criatividade, da experimentação e do exercício do olhar crítico, denominadores comuns nas referidas áreas.
Tratando-se de trabalhos surgidos no âmbito escolar, o acto de expor ganha necessariamente o estatuto de etapa de uma caminhada sempre em aberto, que passa pela oportunidade de partilha e de distanciamento.

domingo, 16 de maio de 2010

Basta que Sim ! - Ângela Costa




Integrada no programa do Dia Internacional dos Museus, o Museu de Arte Contemporânea do Funchal inaugura, no próximo dia 18 de Maio pelas 18h00, a exposição de Ângela Costa, Basta que Sim!, constituída por gravura e instalação, num registo que se prende com o universo pessoal da autora, naturalmente projecção das suas memórias e vivências agora revisitadas.
A Professora Doutora Isabel Santa Clara, autora do texto que figurará na brochura a ser distribuída durante a mostra, diz-nos:
«Basta que Sim! é uma fórmula de tradução impossível, exclusiva da Madeira, que exprime a estranheza provocada por uma notícia, ou um acontecimento. É como dizer «tá vendo!» ou «não me digas!», e dizê-lo é criar um tempo de suspensão entre o ouvir e o reagir. Uma exposição que se coloca sob a égide de uma expressão deste teor, transporta-nos, à partida, para o âmbito da coloquialidade e de um assumido enraizamento local. Da proximidade, portanto, com a terra e com as suas gentes.
Ângela Costa, nascida no Funchal, é licenciada pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, onde foi aluna de gravura dos professores Teixeira Lopes e Matilde Marçal, tem exposto desde 1978 em Portugal e no estrangeiro, representada em colecções particulares e públicas, tem vindo a desenvolver os seus projectos artísticos na área dos audio visuais e em técnicas de gravura, com destaque para as águas-tintas.
Esta exposição poderá ser visitada até ao próximo dia 19 de Junho, sendo que os Serviços Educativos do MAC farão visitas guiadas por marcação, as quais serão acompanhadas pela autora da mostra que falará sobre o seu percurso artístico, explicando as várias técnicas de produção de gravuras.