MACGaleria, o que é?

Em MACGaleria, são publicados periodicamente dados informativos que procuram servir como complemento da actividade expositiva exercida por esta instituição. Navegando pelos diversos posts, o utilizador poderá encontrar informação relativa aos últimos onze anos de acção museológica desenvolvida pelo MAC junto da comunidade.

sábado, 23 de outubro de 2010

Rui Carvalho – Pintura e Desenho

Inaugurada no dia passado dia 22 de Outubro, a mostra deste artista plástico, nascido na Madeira em 1964, reúne um conjunto de desenhos e acrílicos sobre tela, área que aborda pela primeira vez, podendo esta exposição ser visitada até 6 de Janeiro de 2011.
Rui Carvalho frequentou a Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, tendo, posteriormente, feito estadas prolongadas em Zurique e Berlim onde viveu até 1998. No Funchal apresentou o seu trabalho na Galeria Porta 33, que o levaria em 2005 à Feira Internacional de Arte Contemporânea de Madrid (ARCO), e na Casa das Mudas, tendo igualmente exposto em vários espaços de Lisboa, nomeadamente na Galeria 111. Está representado na colecção do Museu de Arte Contemporânea do Funchal, onde participou na mostra colectiva Fazer Falar o Desenho, em Novembro de 2007, comissariada por João Miguel Fernandes Jorge.
Sobre o universo do seu trabalho, registe-se a opinião de Luísa Soares de Oliveira expressa no texto do catálogo na exposição deste autor na Galeria 111, em 2005: “Por isso, ao regressarmos ao fascínio com que o seu trabalho nos prende, acabaremos por nos perder nos meandros de ruas e vielas, nas calçadas portuguesas como nas estranhas personagens que debaixo delas vivem, como se o mar e todas as sereias (boas ou más) da imaginação de cada um se desse a ver, finalmente, na sua realidade imaginária. E a cidade, antigo mundo da cultura face ao caos da natureza, deixa de repente de ser, para se reunir num todo onde a desordem, que é sempre sabotadora, faz a lei”.

Exposição que poderá ser visitada atá ao final de 201o

quarta-feira, 30 de junho de 2010

DENOMONADOR COMUM

Madeira / Design / Arte / Universidade / Exposição / Multimédia / Alunos

O Museu de Arte Contemporânea do Funchal inaugura no próximo dia 2 de Julho, sexta-feira, pelas 18h00, uma exposição de alunos da Universidade da Madeira, podendo ser vista até o dia 2 de Agosto.
Esta exposição apresenta um conjunto de trabalhos representativos da diversidade temática, técnica e expressiva das experiências curriculares dos alunos dos cursos de Arte e Multimédia e de Design, da Universidade da Madeira. Desenho, gravura, fotografia, vídeo, animação 3D, dialogam no espaço com projectos de Design que abrangem as áreas do multimédia, mobiliário urbano, reciclagem e redesign. São diferentes pontos de vista, opções estéticas e níveis de aprendizagem, que evidenciam as flutuações de qualidade e de maturação inerentes a qualquer percurso académico.
No final de mais um ano lectivo, esta diversidade surge agora reunida sob o signo da criatividade, da experimentação e do exercício do olhar crítico, denominadores comuns nas referidas áreas.
Tratando-se de trabalhos surgidos no âmbito escolar, o acto de expor ganha necessariamente o estatuto de etapa de uma caminhada sempre em aberto, que passa pela oportunidade de partilha e de distanciamento.

domingo, 16 de maio de 2010

Basta que Sim ! - Ângela Costa




Integrada no programa do Dia Internacional dos Museus, o Museu de Arte Contemporânea do Funchal inaugura, no próximo dia 18 de Maio pelas 18h00, a exposição de Ângela Costa, Basta que Sim!, constituída por gravura e instalação, num registo que se prende com o universo pessoal da autora, naturalmente projecção das suas memórias e vivências agora revisitadas.
A Professora Doutora Isabel Santa Clara, autora do texto que figurará na brochura a ser distribuída durante a mostra, diz-nos:
«Basta que Sim! é uma fórmula de tradução impossível, exclusiva da Madeira, que exprime a estranheza provocada por uma notícia, ou um acontecimento. É como dizer «tá vendo!» ou «não me digas!», e dizê-lo é criar um tempo de suspensão entre o ouvir e o reagir. Uma exposição que se coloca sob a égide de uma expressão deste teor, transporta-nos, à partida, para o âmbito da coloquialidade e de um assumido enraizamento local. Da proximidade, portanto, com a terra e com as suas gentes.
Ângela Costa, nascida no Funchal, é licenciada pela Escola Superior de Belas Artes de Lisboa, onde foi aluna de gravura dos professores Teixeira Lopes e Matilde Marçal, tem exposto desde 1978 em Portugal e no estrangeiro, representada em colecções particulares e públicas, tem vindo a desenvolver os seus projectos artísticos na área dos audio visuais e em técnicas de gravura, com destaque para as águas-tintas.
Esta exposição poderá ser visitada até ao próximo dia 19 de Junho, sendo que os Serviços Educativos do MAC farão visitas guiadas por marcação, as quais serão acompanhadas pela autora da mostra que falará sobre o seu percurso artístico, explicando as várias técnicas de produção de gravuras.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Exposição Rotativa da Colecção do MACFunchal

Visando a continuidade da divulgação do seu espólio, o Museu de Arte Contemporânea do Funchal - Fortaleza de São Tiago apresenta uma exposição rotativa, num conjunto de quarenta obras, de escultura, pintura, desenho e fotografia, todas pertencentes ao acervo da instituição, algumas pouco vistas, procurando divulgar a riqueza e diversidade do seu acervo, constituído na sua totalidade por obras de artistas portugueses, onde se incluem também trabalhos de artistas locais.
De 28 de Janeiro a 14 de Maio ficarão expostas obras de Ana Vidigal, Pedro Proença, Lourdes Castro, Ana Haterly, José Manuel Gomes, José de Guimarães, entre outros autores.
Nesta mostra, encontra-se, também, patente ao público o trabalho de Joana Vasconcelos “ Brush me” a quem o Museu Berardo dedica uma grande exposição retrospectiva que poderá ser vista até 10 de Maio.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Arte Partilhada Millennium bcp - ( 17 de Novembro de 2009 a 17 de Janeiro de 2010)

O Museu de Arte Contemporânea do Funchal, apresenta ao público uma mostra de pintura portuguesa itenerante, da colecção Millennium bcp, a partir do próximo dia 17 de Novembro que contará com a presença de obras de: António Silva Porto, José Malhoa, José Júlio De Sousa Pinto, Columbano Bordalo Pinheiro, Eduardo Viana, Amadeo De Souza-Cardoso, Carlos Botelho, Dordio Gomes, José De Almada Negreiros, Maria Helena Vieira Da Silva, Joaquim Rodrigo, João Hogan, António Dacosta, Júlio Resende, Nadir Afonso, Mário Cesariny, António Charrua, Menez, Manuel Cargaleiro, Júlio Pomar, Carlos Calvet, Jorge Pinheiro, Nikias Skapinakis, Eduardo Luiz, António Costa Pinheiro, João Vieira, José Escada, René Bertholo, Paula Rego, Ângelo De Sousa, Manuel Amado, Eduardo Nery, Álvaro Lapa, José De Guimarães, Jorge Martins, Luís Noronha Da Costa, Eduardo Batarda,Armanda Passos,Pedro Chorão,António Palolo,Graça Morais. Esta mostra poderá ser visitada até ao dia 17 de Janeiro do próximo ano.


O Grupo Millennium bcp dispõe de um património cultural considerável e diversificado, com especial incidência na pintura.Decidimos materializar esta ideia de, começando pela pintura, partilhar com outros públicos uma parte do nosso acervo, difundindo a arte em espaços variados e proporcionando assim a sua fruição por pessoas que de outro modo não teriam oportunidade de a ele aceder. Para tanto, iremos fazer circular pelos principais centros populacionais do País uma selecção de cerca de quatro dezenas de quadros de autores portugueses da nossa colecção e cuja produção se situa entre os anos 1884 e 1992.
Esta escolha contempla, para o período em referência, alguns dos maiores nomes da pintura portuguesa e cobre em especial os designados movimentos naturalista, modernista e de arte contemporânea, embora com predomínio deste último. A responsabilidade do critério básico da selecção – uma obra por artista de acordo com as possibilidades da colecção e a relevância histórica e crítica dos autores possíveis cujo lugar de entrada é o da data de nascimento – é do Banco e em primeira e última análise minha que, nesta matéria, sou sobretudo um amador interessado.

Carlos Santos Ferreira
Presidente do Conselho de Administração Executivo
do Millennium bcp

UM SÉCULO DE PINTURA PORTUGUESA

A selecção extensiva que aqui se apresenta recordará a lógica das exposições colectivas que já não se fazem mas foram tão importantes no desenrolar da modernidade, tendo ainda outra vantagem: pôr à disposição dos públicos a grande aventura da pintura europeia desde meados dos século XIX, quando a estética naturalista exigiu aos artistas representar, não a beleza idealizada do classicismo, mas as gentes e as paisagens de um lugar e de um tempo concretos. Postos perante a natureza, os pintores viram-se confrontados com a variabilidade da realidade e a impossibilidade de a registarem mimeticamente, tendo em conta a diversidade dos momentos cromáticos e lumínicos, dos pontos de vista e dos enquadramentos. A grande aventura será então questionar ou destruir, nas telas, essa impossível realidade, contrapondo-lhe a estilização ou a depuração. Esse foi um caminho de múltiplos sentidos que conduziu à abstracção e, depois, a
uma infinidade de modos de fazer jogar a pintura não tanto com a realidade mas com as nossas ideias sobre ela que arrastam sonhos, pesadelos, plenas invenções oníricas ou a indagação sobre as estruturas geométricas de um mundo excessivamente vacilante. Há, nos pintores do século XX, qualquer que seja o movimento em que participam, o desejo que a pintura fale sobretudo de pintura e não tanto das coisas que a concretizam, à semelhança dos músicos que nos comunicam emoções e sentimentos, através dos recursos da própria música, tons, ritmos, interrupções,
retomas, rimas, altos, baixos.

Raquel Henriques da Silva
Professora de História de Arte